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A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) trouxe novas diretrizes para empresas e colaboradores, gerando dúvidas sobre o manuseio seguro de informações. Organizações que fornecem celulares, tablets e notebooks corporativos precisam adotar medidas eficazes para evitar riscos e penalizações.
Afinal, os celulares armazenam dados sensíveis e, sem as devidas precauções, podem ser alvos de hackers e vazamentos. Mas como garantir a segurança no uso desses dispositivos?
Por que os celulares corporativos são vulneráveis?
Hoje, os smartphones são parte essencial da rotina pessoal e profissional. Mas você já percebeu como eles coletam dados constantemente? Já aconteceu de conversar sobre um assunto e, logo depois, começar a receber anúncios relacionados?
Agora, pense no impacto dessa coleta em um ambiente corporativo. Os celulares empresariais podem armazenar informações confidenciais, tornando-se alvos fáceis para cibercriminosos. Empresas que não aplicam a LGPD corretamente podem sofrer sanções severas.
A LGPD exige o consentimento claro e explícito do colaborador ou cliente para o uso de seus dados. Além disso, se o titular desejar, pode solicitar a exclusão dessas informações a qualquer momento.
Outro ponto relevante é a proteção dos chamados “dados sensíveis”, como informações sobre religião, etnia e orientação sexual. O tratamento indevido desses dados pode gerar penalidades severas para a empresa responsável.
Empresas devem adotar boas práticas para garantir o cumprimento da LGPD e evitar o vazamento de dados. Confira as principais recomendações:
1. Uso restrito ao horário de trabalho
Celulares corporativos devem ser utilizados apenas durante o expediente. Isso reduz a exposição a ameaças externas e evita o uso indevido dos aparelhos.
2. Gerenciamento remoto dos dispositivos
Ferramentas de gestão remota permitem monitorar e proteger os celulares corporativos, garantindo maior controle sobre os dados armazenados.
3. Separação entre celular pessoal e corporativo
Misturar o uso profissional e pessoal do smartphone é um erro comum. O ideal é que cada colaborador tenha um aparelho exclusivo para o trabalho.
4. Controle de arquivos e aplicativos
Empresas devem restringir o download de aplicativos e a abertura de arquivos não autorizados, prevenindo ataques e acessos indevidos.
5. Cuidado com mensagens suspeitas
Treine os colaboradores para não responderem e-mails e mensagens duvidosas. Muitas tentativas de roubo de dados ocorrem por meio de phishing.
6. Proibição do rastreamento fora do expediente
O monitoramento da geolocalização e deslocamento do colaborador fora do horário de trabalho não deve ser permitido, pois fere a privacidade do funcionário.
7. Proteção de dados e armazenamento seguro
Todos os espaços de armazenamento de dados devem ser protegidos contra ataques cibernéticos e vazamentos. Se possível, oriente os colaboradores a desligar o celular corporativo quando não estiverem em uso.
A empresa que não adotar medidas de segurança pode ser responsabilizada por vazamentos, fraudes e ataques cibernéticos. As penalizações incluem multas elevadas e sanções que afetam diretamente a reputação do negócio.
A implementação da LGPD no uso de celulares corporativos é essencial para proteger os dados da empresa e dos colaboradores. Medidas simples, como restrição de uso, controle de acessos e monitoramento remoto, garantem mais segurança e conformidade com a legislação.
Aplique essas boas práticas na sua empresa e evite problemas futuros!
Francis Flosi é médico veterinário e diretor da Faculdade Qualittas